PET
Também conhecido como: Polietileno Tereftalato, PETE
Definição
O PET (Polietileno Tereftalato) é um termoplástico semicristalino da família dos poliésteres, identificado pelo código de reciclagem 1. Destaca-se pela excelente transparência, boa resistência mecânica e propriedades de barreira a gases — características que o tornaram o material padrão para garrafas de bebidas em todo o mundo.
O PET pode se apresentar em duas formas: amorfo (transparente, usado em garrafas e embalagens) ou cristalino (opaco, usado em fibras têxteis e aplicações de engenharia). No Brasil, o PET possui a maior taxa de reciclagem entre todos os plásticos, com aproximadamente 60% do material pós-consumo sendo reciclado — uma das maiores taxas do mundo, superando países como Estados Unidos e vários da Europa.
Na prática
O processamento mais comum do PET é a injeção de preformas seguida de sopro biaxial com estiramento para fabricação de garrafas. O material também é processado por extrusão para produção de filmes, chapas e fitas, além de fiação para fibras de poliéster. A temperatura de processamento típica varia entre 260°C e 280°C.
Um requisito crítico é a secagem rigorosa do material antes do processamento — o teor de umidade deve ser inferior a 50 ppm. Umidade residual provoca hidrólise, reduzindo a viscosidade intrínseca (IV) e comprometendo as propriedades mecânicas e ópticas da peça final.
A cadeia de reciclagem de PET no Brasil é madura e bem estruturada. Garrafas coletadas são trituradas em flakes, lavadas, secas e regranuladas em pellets. Esses pellets alimentam tanto a produção de novas garrafas (bottle-to-bottle) quanto a fabricação de fibra de poliéster para a indústria têxtil.
Onde aparece
O PET está presente em garrafas de refrigerantes, água mineral e sucos, bandejas e potes para alimentos, blisters de embalagens, filmes e embalagens flexíveis. Na indústria têxtil, as fibras de poliéster derivadas do PET são usadas em roupas, cobertores, estofados e tecidos técnicos. Em aplicações industriais, aparece em fitas de arquear para cargas e geotêxteis para construção civil. O Brasil é o maior reciclador de PET em ciclo aberto do mundo, transformando garrafas descartadas em fibra têxtil em escala industrial.
Erros comuns
Um erro frequente é confundir PET com outros plásticos transparentes como PS (poliestireno), PC (policarbonato) ou PETG (copoliéster). Embora visualmente semelhantes, possuem propriedades e aplicações bem distintas. Outro equívoco é assumir que todo PET é bottle-grade — existem grades específicos para garrafas, fibras, filmes e engenharia, cada um com viscosidade intrínseca diferente.
A viscosidade intrínseca (IV) é um parâmetro essencial: PET para garrafas exige IV entre 0,78 e 0,84 dL/g, enquanto grades para fibra aceitam valores menores. Ignorar esse parâmetro na compra de matéria-prima pode resultar em peças com propriedades insuficientes. Por fim, negligenciar a secagem adequada causa hidrólise e queda de IV durante o processamento, comprometendo toda a produção.
Termos relacionados
- Polietileno de Alta Densidade — outro termoplástico de alto volume, frequentemente reciclado junto ao PET
- Extrusão — processo usado na produção de filmes e chapas de PET
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